Locais de Mandurah e do seu célebre wedge, na Austrália Ocidental, Lewy, George e Davis mantêm uma amizade que já dura há mais de dez anos. Têm uma dupla paixão comum: o bodyboard e aquele famoso wedge. A introdução recorda os seus começos, e percebe-se que aos 16 anos os três riders já arrasavam. Uma boa forma de fazer sonhar os groms de hoje ou de nos revermos num passado mais ou menos distante.

Seguem-se clássicos do bodyboard, Oahu e Pipeline, com participações nomeadamente de Pierre-Louis Costes, Tanner McDaniel ou ainda Lachlan Cramsie. Cada sequência é mais louca do que a anterior. A qualidade das imagens é, por seu lado, incrível. Não há tempo para aborrecimentos: o ritmo está lá e a intensidade só aumenta. Faz-nos lembrar os clássicos, revisitados por riders jovens e com material na ponta da tecnologia.

Algumas cenas cómicas, uma secção na Gran Canaria onde se vê nomeadamente Mitch Rawlins, seguida de Jake Stone na West Oz, ou ainda Ryan Hardy naquele wedge turquesa e translúcido da Austrália Ocidental onde já o vimos repetir vezes sem conta todo o repertório do bodyboard. E também aí não ficamos desiludidos. Mas, como dissemos, o filme sobe de intensidade sequência após sequência. Também dá gosto ver os antigos, sobretudo o Hardballs, a fazer o espetáculo. Só que os rapazes fazem sempre questão de mostrar que a nova geração está mesmo aí. Rotto Box, North Point: passam por lá todas as ondas mais potentes e loucas para o boogie.

Enfim, não lhe estragamos todo o suspense, mas as últimas sequências do filme são completamente doidas. Menção especial também para a escolha das músicas, com um clássico dos Joy Division que nos deu muito gosto.

O filme estará em breve à venda em plataformas de descarregamento na Europa. Não hesite um segundo.

3 AMIGOS trailer de Tom Jennings no Vimeo.

Realizado por Tom Jenning & James Stickland.

Fotografias de Riraw Prod.

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